terça-feira, novembro 22, 2005

A chuvia nos vidros


A Fotografia é de Matilde B.

A chuvia nos vidros
despacio a bater,
ritmo miúdo,
que fúra, que fúra,
destruíndome.

Non é tristura,
non é amargura:
un momento doce,
amargo por dentro,
traspasándome

Vem lenta, suave,
poderosa,
caminha a paso de boi.
derruba todo,
perigosa.
Devora o meu corazón

Un trasno triste
revólveme a vida
e saca de min
unha amiga esquencida:
Melancolia.

O tempo parado,
corazón atado,
doce estar morto
moi longe de aqui,
Pequena morte.

A chuvia nos vidros / Emílio Cao
(O poema é muito bonito,embora demasiado triste! Mas não se preocupem com tanta "tristura"... façam o que eu e a Matilde estávamos a fazer neste preciso momento... a beber umas "cervejolas" e a comer uma belissima alheira de caça. Neste mesmo sítio, às vezes intercalamos com chazinho ... it depends on the mood.)

2 comentários:

Choninha disse...

Bebam Boehmia e brindem aos amores!

Adorei o poema e a foto da Matilde.
Beijo

matilde b disse...

Oh minha querida, a menina não é suposto falar das nossas reliquias aqui!...Um destes dias começamos a ter concorrência nas alheiras :D