quarta-feira, novembro 09, 2005

A história da Poppy


Esta história pertence à série das curtas (mellhor assim). Passou-se quando a T. vivia intensamente a vida de borboleta, assumindo integralmente a sua agenda e obrigações sociais.

Conheceu um dia um beija flor. Visitaram juntos jardins que fotografavam. Fotografavam... Ele gostava de beijar muitas flores ao mesmo tempo. Também, por isso, ao que julgo, lhe deram o nome de «beija flor». Bom, mas a borboleta só sugava das flores um pouco de néctar. Tratava-se apenas de uma questão de sobrevivência.

Um dia, aconteceu visitarem um jardim cheio de papoilas. As cores vivas das papoilas atraem as borboletas, como sabem. Pousou numa papoila escarlate maravilhada e por aí se demorou mais tempo do que era habitual, um pouco excitada com aquela cor(a cor escarlate tem este efeito). Transformou-se nessa papoila! Foi no início um problema para a papoila e para borboleta. A papoila ficou sem pinga de nectar e a borboleta ficou ali plantada naquele jardim, durante uns meses, até o verão acabar. Por fim conseguiu libertar-se «virtualmente», mas sempre sob aquela forma de papoila e debaixo de um nome igualmente virtual de «Scarlet-Poppy». Mas a alma continua a ser a da borboleta... Ah! Mas diverte-se muito, pois com tantos jardins para visitar nem tem tempo para ir ao blog.

Parece que a «Letra Escarlate» B (B de Borboleta) teima em a perseguir... Bom, mas neste caso o B também pode ser de Bom, pois deve ser Bom ser borboleta... (desde que não se veja transformada em peça de colecção).

Parece-me que não há mais segredos (só há um cadáver no seu congelador... será de um beija flor?).

A borboleta afinal continua por aí e parece ser o fio condutor destas bloguices. E o beija flor? Alguém o viu passar?

Deixo-vos com dois exercícios. O primeiro é um exercício teórico, o segundo é um exercício prático. O último, embora um pouco kitsch, não deixa de ser curioso.
Posted by Picasa

4 comentários:

Mendes Ferreira disse...

entre o teórico e o prático prefiro a ....papoila. e borboletas à parte este fio conduz...à beleza de uma certa ironia...estética.este contar de "estórias" é bem aliciante....bom dia fio...bjo.

matilde b disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
matilde b disse...

Sempre lhe digo, que de fio em fio um dia destes se transforma num cangurú! Aliás, um bicho bem simpático, dá saltos longos e vigorosos, e sempre "prá" frente!
Enterre os cadáveres pois no frigorifico com alguma baixa de temperatura, há sempre o perigo de voltarem!! :-)

T. disse...

O Kanguru tem me feito muita companhia... É mais fiel que um ... cão! (O que é que a menina julga que eu ia dizer?)