sábado, dezembro 17, 2005

Um fio de viagens…

Retomando o meu " post" de ontem...

Com muita vontade de prolongar o prazer que a conversa com o Miguel de Sousa Tavares sobre as suas viagens despertou em mim.

Adorei todos os registos das suas expedições. Revivi, ali, por um fio, com ele, naqueles poucos minutos, muitos dos momentos maravilhosos que as minhas próprias viagens me proporcionaram. Mas foi interessante fazer esse percurso guiada por ele. Curiosamente, visitei a maior dos sítios que ele referiu, com a grande excepção do deserto (com grande pena minha).

Realmente, tal como dizia a mãe do escritor, a poetisa Sophia, viajar é “olhar o mundo”. Olhá-lo com profundidade, misturarmo-nos noutras gentes, transformando-nos em “melhor gente”.

Mas, foi delicioso ouvi-lo falar de tudo e das suas preferências. Afinal gosta de tudo, gosta de viajar e da desordem que uma viagem sempre introduz na sua vida. Depois, é bom regressar e voltar à “ordem”. Recusa dizer o que de tudo gostou mais (impossível, pois gostou de tanta coisa!). Recusa deixar-se catalogar. Mas acaba por resumir tudo numa grande paixão pelo deserto. Gostaria de viver em Roma e morrer em Veneza. Afinal acaba por revelar muito de si. Adorei todas as suas descrições, consegui quase imaginar como seria o deserto Sara … Só não escolheria Roma para viver nem Veneza para morrer. Mas acho na mesma delicioso!
Até no que dizia respeito a Portugal encontrei sintonia, sobretudo quando dizia que o que mais o atraía no nosso país eram as grandes diferenças que o caracterizavam, mas não escondeu as suas preferências pelo Alentejo, quem sabe, para viver, e Trás-os-Montes, quem sabe, para morrer!

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