quarta-feira, março 15, 2006

(imagem da Rua Garrett)

Sete anos depois das Conferências Democráticas do Casino (1871), diria em carta a Rodrigues de Freitas a propósito d’O Primo Basílio: «Os meus romances importam pouco; está claro que são medíocres, o que importa é o triunfo do Realismo – que ainda hoje é méconnu e caluniado, é todavia a grande evolução literária do século, e destinado a ter na sociedade e nos costumes uma influência profunda. O que queremos nós com o Realismo? Fazer o quadro do mundo moderno, nas feições em que ele é mau, por persistir em se educar segundo o passado; queremos fazer a fotografia, ia quase a dizer a caricatura do velho mundo burguês, sentimental, devoto, católico, explorador, aristocrático, etc.; e apontando-o ao escárnio, à gargalhada, ao desprezo do mundo moderno e democrático – preparar a sua ruína. Uma arte que tem este fim - não é uma arte à Feuillet ou à Sandeau. É um auxiliar poderoso da ciência revolucionária.»


(imagem: Rua do Alecrim e o Largo do Barão de Quintela)

Ora será desta intenção de minuciosa análise, de minucioso e fotográfico realismo que resultará, porventura, sabermos que o conselheiro Acácio, nascido no nº 75 da Rua de S. José, em Lisboa, viria a habitar um terceiro andar do nº 3 da Rua do Ferregial de Cima (hoje Vítor Cordon); que a Titi morava no Campo de Santana, no nº 47; que as janelas do 214 da Rua de S. Bento haviam servido de ponto de observação ao fino narrador do conto José Matias; que o Tomás de Alencar morava num terceiro andar do nº 52 da Rua do Carvalho (hoje Rua Luz Soriano) e, nessa mesma rua, no nº 108, o Z. Zagalo, secretário e biografo do conde Abranhos; que o conde de Abranhos habitara um segundo andar do nº 36 das Portas de Santo Antão e, mais tarde, no Largo do Barão de Quintela, etc.



1 comentário:

greentea disse...

DE MANHÁ COMENTEI O TEU POST , TENHO A CERTEZA...



NÃO ESTOU A PERCEBER------------------------------------------------------------------------------------------???????????????????