sexta-feira, março 31, 2006

A tertúlia fazia-se também no Jardim da Estrela



Além de Eça, Batalha e Sáragga, passou a fazer parte da tertúlia, que agora se auto-apelidava de «Cenáculo», Antero de Quental, recém-chegado de Paris. Foi ainda por esta altura que o grupo se alargou a Oliveira Martins, Guerra Junqueiro e Carlos Mayer. Era a «Geração de 1870».

A literatura só ocasionalmente os ocupava. Por um dia lindissimo, de céu azul, Antero e Machado arrancaram Batalha Reis da cama, dizendo-lhe ser urgente darem um grande passeio a fim de discutirem a revolução ibérica. Batalha Reis acedeu, de pronto, à primeira solicitação, declarando, que, quanto à segunda talvez fosse melhor pensarem. Entre sorrisos, Antero respondeu ser sempre bom pensar. Após o que partiram, descontraídos e felizes, para o Jardim da Estrela, onde se puseram a «conspirar». Antero e Machado envolveram-se numa polémica sobre metafísica e o positivismo, o que os afastou das preocupações ibéricas. Dentro em pouco, já ninguém se lembrava do que ali os trouxera.

1 comentário:

FOTOESCRITA disse...

Respondi às tuas perguntas no Palavra Puxa Palavra. Está atenta porque tenho cá outros postais a que deves achar graça e que penso lá pôr mais tarde.