sexta-feira, abril 14, 2006



(A Biblioteca Nacional na altura era neste edifício; é actualmente o edifício da Academia Superior de Belas Artes)

E foi no ano de 69 que os três amigos, Eça, Batalha Reis e Antero, num delírio criativo, inventaram o «poeta satânico» Carlos Fradique Mendes, heterónimo colectivo, cuja produção poética era claramente influenciada pelas Flores do Mal de Baudelaire, livro publicado em 1857. A estreia do novo poeta fez-se na Revolução de Setembro, num folhetim cuja autoria Joel Serrão, na sua obra O Primeiro Fradique Mendes atribui, precisamente, a Jaime Batalha Reis. As poesias apresentadas são «Soneto» e «Fragmento de Guitarra de Satã» de Antero de Quental, «Velhinha» de Batalha Reis e «Serenata de Satã às Estrelas» de Eça de Queirós.

O espólio de Jaime Batalha Reis, depositado na Biblioteca Nacional, no Arquivo de Literatura Portuguesa Contemporânea, revelou-nos mais produções de Fradique Mendes da autoria de Batalha, Eça e Antero reproduzidas e analisadas por Joel Serrão na obra atrás citada.



(Edifícios no Largo da Academia Superior de Belas Artes)

1 comentário:

FOTOESCRITA disse...

Não esperava ter-te encontrado ainda por aqui. Uma surpresa, um ovinho de Páscoa que deixaste para nós encontrarmos nas ruas de Lisboa e do Eça.