terça-feira, abril 18, 2006





(*Palácio de Seteais)

... Toda aquela vivenda*, com a sua grade enferrujada sobre a estrada, os seus florões de pedra roídos da chuva, o pesado brasão rococó, as janelas cheias de teias de aranha, as telhas todas quebradas, parecia estar deixando-se morrer voluntariamente naquela verde solidão-amuada com a vida, desde que dali tinham desaparecido as últimas graças do tricorne e do espadim, e os derradeiros vestidos de anquinhas tinham roçado essas relvas...

(Os Maias)

6 comentários:

greentea disse...

"parecia estar deixando-se morrer voluntariamente naquela verde solidão-amuada com a vida, "

e assim ficou
para sempre.

hoje não tenho mais palavras

FOTOESCRITA disse...

Hum! Que bonito!

FSilva disse...

Gostei muito de "passear" pelo seu blog. É interessante

chapa disse...

boas fotos. Parabéns.

Mendes Ferreira disse...

cá estou. eu. em deslumbre!!!!!!!!!



bom dia T.

hfm disse...

As fotos estão belíssimas!