segunda-feira, agosto 21, 2006


(Jardim das Amoreiras)

«Breve sombra escura de uma árvore citadina, leve som de água caindo no tanque triste, verde da relva regular – jardim público ao quase crepúsculo - , sois, neste momento, o universo inteiro para mim, porque sois o conteúdo pleno da minha sensação consciente. Não quero mais nada da vida do que senti-la perder-se nestas tardes imprevistas, ao som de crianças alheias que brincam nestes jardins engradados pela melancolia das ruas que os cercam, e copados, para além dos ramos altos das árvores, pelo céu velho onde as estrelas recomeçam.»

(Livro do Desassossego: Composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa / Fernando Pessoa)




3 comentários:

merdinhas disse...

Era uma vez...uma cidade.

FOTOESCRITA disse...

São bonitos os teus jardins.

Teresa David disse...

Com o calor que voltou e me proporcionou um belo dia de praia, em que dei largas ás braçadas na água calma, bem me apetecia agora ao serão estar debaixo dessa frondosa árvore pois a minha casa reaqueceu até aos 31º.
Bjs
TD