quinta-feira, setembro 07, 2006





Com que luxúria [...] eu, às vezes, passeando de noite nas ruas da cidade e fitando, de dentro da alma, as linhas dos edifícios, as diferenças das construções, as minuciosidades da sua arquitectura, a luz em algumas janelas, os vasos com plantas fazendo irregularidades nas sacadas - contemplando tudo isto, dizia, com que gozo de intuição me subia aos lábios da consciência este grito de redenção: mas nada disto é real!

(Livro do Desassossego: Composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa / Fernando Pessoa)

7 comentários:

Teresa David disse...

Que magnifica luz na foto do nascer do sol, e a atmosfera lisboeta nos belos candeeiros de ferro forgado, para ilustrar os escritos dum homem de Lisboa.
Bjs
Teresa David

hfm disse...

Um caminho de perspectivas.

merdinhas disse...

Faz-me sorrir pensar em Pessoa ajudante de guarda livros.

aldina disse...

Ora não é que o possível "Castanheiro" como me disse chamar-se a árvore da fotografia está com a copa coberta de flores cor-de-rosa?

Parabéns plo seu Blog e plo seu comentário no meu!

Até sempre!

aldina disse...

Ora não é que o possível "Castanheiro" como me disse chamar-se a árvore da fotografia está com a copa coberta de flores cor-de-rosa?

Parabéns plo seu Blog e plo seu comentário no meu!

Até sempre!

T. disse...

Bom, Aldina!
Amanhã de manhã prometo lá passar com os olhos bem abertos e a máquina fotográfica ao peito. Prometo «desvendar» o mistério e encontrar nome certo para a tal árvore com a copa coberta de flores cor-de-rosa.
:)

little_blue_sheep disse...

...Fernando Pessoa é sempre uma optima escolha!...
;)