quinta-feira, setembro 21, 2006


(Vista do miradouro de Sta. Luzia)


«O Tejo ao fundo é um lago azul, e os montes da Outra Banda são de uma Suíça achatada. Sai um navio pequeno - vapor de carga preto - dos lados do Poço do Bispo para a barra que não vejo. Que os Deuses todos me conservem, até à hora em que cesse este meu aspecto de mim, a noção clara e solar da realidade externa, o instinto da minha inimportância, o conforto de ser pequeno e de poder pensar em ser feliz.»

(Livro do Desassossego: Composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa / Fernando Pessoa)

7 comentários:

hfm disse...

Belo - texto e imagem!

a rasar o ceu disse...

o tejo ao fundo só tem o fundo dos teus olhos....ainda mais azuis.




beijo-te....

merdinhas disse...

ASuiça achatada do outro lado é que já lá vai.
Não há Tágides que a salvem.

Choninha disse...

Consegues sempre a fotografia ideal para ilustrar o texto. Está lindo!

aldina disse...

(...)o conforto de ser pequeno e de poder pensar em ser feliz.

Não digo mais nada hoje!

Até sempre!

Zeca disse...

Aqui nasci
Aqui vivo
Aqui amo
Aqui choro
Aqui um dia partirei
desta lisboa para a viagem galática

Bom fim de semana
Fica bem

Isabel Magalhães disse...

Olá T.

... acabei de perceber quem é! :)))

felicito-a pelo seu blogue, pelas fotos soberbas que usa para ilustrar textos e por mostrar a minha Lisboa onde já não habito.

agora vejo a barra da janela e tb leio o Livro do Desassossego.

aceite um abraço especial... muito solidário.
I.