segunda-feira, outubro 02, 2006

Um pequeno desvio ao percurso Pessoano



(R. Teixeira, Bairro Alto)

«Quando ela foi lá para casa, eu levantava-me cedo, excepto nos dias em que chovia impiedosamente e o vento do rio soprava pelas frestas da janela da sala. Mas isso era raro, Lisboa é uma cidade ventosa mas a chuva não abunda, é um mês, um mês e meio por ano. O resto é sol a derreter-se pelas colinas, roupa interior pendurada das varandas, e os telhados de várias cores, a ferir a vista espantada pelo reflexo prateado do rio.»

(A expressão dos afectos /António Mega Ferreira)




(Travessa das Mercês, Bairro Alto)





(Rua da Rosa, Bairro Alto)

5 comentários:

merdinhas disse...

Gosto desse B.A....

MCA disse...

T.
Adoro a forma como a tua máquina vê Lisboa. A minha cidade, da qual não me posso afastar demasiado tempo sem que me comece a faltar a respiração.

FOTOESCRITA disse...

... E que belo desvio!

aldina disse...

O seu estendal lembrou-me um Blog que gosto particularmente chamado "crónicas da lavandaria", penso que vai gostar também...
A sensibilidade lisboeta, está muito para além da consaguinidade, é feita dum brilho que até na chuva se faz notar!

Até sempre!

bettips disse...

Sempre me questiono o porquê deste encantamento ao vir aqui, às coisas simples que me são dadas, ao som duma tecla. A tua harmonia. Obg