domingo, janeiro 07, 2007

A Lisboa de Pessoa




(Rossio)

«Nas cidades a vida é mais pequena»

Alberto Caeiro

6 comentários:

hfm disse...

Sempre o bom gosto - dos dois.

merdinhas disse...

Na cidade a vida é mais pequena. De facto.

Teresa David disse...

Já com o computador limpo da "bicharada", espero que sim pelo menos, vim visitar-te, e fiquei a reflectir sobre a frase do Pessoa, pois não encontro eco dentro de mim das suas palavras, porque acharia ele que na cidade a vida é mais pequena? Não o sinto, antes pelo contrário!
Fiz uma pausa em Amesterdão e publiquei uma pequena coisa nova, usando mais uma vez uma aguarela minha, talvez, a primeira que pintei.
Bjs
TD

T. disse...

A mim parece-me óbvio o facto de a vida na cidade ser mais pequena. Tu que sempre viveste na cidade, transfere-te uns dias para a aldeia e pensa no que sentes. Os dias são mais compridos, as horas rendem mais, o tempo leva mais tempo a passar, até nos aborrecemos!
Quando regressas à cidade, o tempo volta a faltar-te, parece que a máquina do tempo acelera tornando a vida mais pequena, no sentido de mais curta!
Mas vou procurar o poema completo e publico-o aqui, ok?

nnannarella disse...

És responsável por me teres posto a reler O Guardador de Rebanhos ... :) Para agradecer, deixo uma ajudinha.

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VII

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...

Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena

Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,

Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe

[de todo o céu,

Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos

[olhos nos podem dar,

E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

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Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos

T. disse...

Estou desvanecida!
Só posso dizer que é lindo!
Valeu a pena relê-lo, pois valeu?
:)