domingo, março 18, 2007





O VENTO DA NOITE
Cercou-me de nada.
Na estrada onde eu ia
Não havia estrada,
Não havia nada.

E todo o silêncio
Era um som parado.
Quem quisesse ouvia-o
De si destacado,
mas sempre parado.
...


(Fernando Pessoa)

7 comentários:

Teresa David disse...

Mais uma bela imagem de Lisboa com estes candeeiros de ferro forjado que há anos que ando com vontade de pintar...talvez um destes dias vire a agulha para isso, por agora o que me está mesmo gozo são as histórias que vou escrevendo.
Bjs bom domingo e mto sucesso tu sabes em quÊ!
td

murcia disse...

Que belleza sim

Sandra Figueiras disse...

Olá!
Já à algum tempo que não passava por aqui.
As fotos estão lindas, fico sem saber se são as fotos que complementam os textos ou os textos que complemetam as fotos.
Beijos

aldina disse...

O vento da noite é uma companhia muito particular... única!

Até sempre

bettips disse...

Sabes que passo, nem posso falar, sempre belo! Uma "união de facto", escrita/foto. Este homem tinha tudo, sentia e pensava tudo. E tu re-descobres Lisboa, com ele, para nós.(A Clara F.A. bem devia gostar desta tua homenagem). Bj

+desabafos disse...

eterno pessoa!

M. disse...

Este poema é do mais bonito que já li.