quinta-feira, outubro 25, 2007

Pousada sobre o Tejo


Logo a abrir, apareces-me pousada sobre o Tejo como uma cidade de navegar. Não me admiro: sempre que me sinto em alturas de abranger o mundo, no pico dum miradouro ou sentado numa nuvem, vejo-te em cidade-nave, barca com ruas e jardins por dentro, e até a brisa que corre me sabe a sal. Há ondas de mar aberto nas tuas calçadas; há âncoras, há sereias.

In Lisboa: Livro de Bordo/José Cardoso Pires



2 comentários:

Anónimo disse...

Lisboa com a sua luz e com a sua mistura de cores consegue nos encantar.
"...Dentro de um ano, não terei na cabeça nenhum destes pensamentos. Daqui a um ano, em Janeiro, serão as situações norueguesas a ocupar o meu tempo e a controlar os meus dias. (...)Mas eu estarei noutro lugar. Assusta-me a privação, o sentimento de saudade, a melancolia que se vai infiltrar em mim. A minha situação, a minha posição como observador de Lisboa está agora cimentada, tornei-me dependente da liberdade.(...)'Carência' é o nome do preço que tenho que pagar pelo ano de liberdade que hoje gozo.(...)"
(Um Estrangeiro em Alfama)

Teresa David disse...

Paisagem tão repetida nas minhas travessias de barco ao longo dos anos, mas nunca deixada de ser vista com prazer.
Espero que estejas bem e que em breve tenhas um bocadito do teu tempo, para, de preferência, nos rirmos juntas.
Bjs
TD